Livro infantojuvenil · 8 a 12 anos Em breve

Babilue o Lendário Boi de Mamão

Três amigos, um mapa devolvido pelo mar e uma tradição que está ficando pequena. Uma aventura no litoral catarinense.

Digital
2026
Físico
2027
Autor
Luan Riso
Capa do livro Babilu e o Lendário Boi de Mamão, no livro impresso e no leitor digital: três crianças, uma cadela caramelo, a Bernunça e o Boi de Mamão diante de uma vila de pescadores.

“As pessoas acham que eu presto atenção em tudo. Não é isso. Eu não consigo não prestar atenção em nada.”

Luca, 10 anos
Os três

Ba de Babu. Bi de Bia.
Lu de Luca.

Ninguém sabe quem inventou o nome. A vila inteira já usa. Um nome feito de pedaços de três pessoas, que só funciona porque cada um continua sendo quem é.

Babu

Coleciona palavras como outros meninos colecionam figurinhas. Quer o fim da história antes do meio.

Bia

Anda com o caderno velho do avô e carrega na mochila tudo que parece desnecessário, até virar necessário.

Luca

Lê a chuva nas nuvens e as horas pelo cheiro da vila. Guarda tudo num caderno que fica dentro da cabeça.

Capítulo 1 O cheiro de sal e outras certezas

A Vila Paciência tem um cheiro específico dependendo da hora do dia. De manhã cedo, antes das seis, cheira a sal e a motor de barco. É o cheiro do meu pai saindo pro mar. Eu ouço as botas primeiro, a direita sempre antes da esquerda, e depois o cheiro vem pela fresta da janela como se soubesse que eu estava esperando.

Às oito da manhã, quando a Bia chega na esquina de sempre, a vila já cheira diferente. É café com pão quentinho da padaria do Seu Maneco misturado com grama molhada e maresia. A Bia diz que eu tenho o dia inteiro catalogado por cheiro. Ela fala isso sorrindo, então eu acho que não é uma crítica de verdade.

Nota do autor

O Boi de Mamão é real.
Não da forma que o Babilu encontrou
na floresta, mas da forma que importa.

É uma manifestação cultural viva do litoral de Santa Catarina, com registros desde o século 19, e ainda dança em festas, escolas e ruas. A Bernunça, a Maricota, o Cavalinho e o Vaqueiro também.

Este livro nasceu do desejo de que toda criança se veja nas histórias: tímida, corajosa, neurodivergente, curiosa, de todas as cores e famílias. Aqui o folclore não é só passado. É um presente cheio de lugar para incluir.

Toda criança tem o direito de brincar, pertencer e brilhar. Luan

Dicionário Peixeiro

Palavras também vão embora
se ninguém guardar.

Expressões dos pescadores e do manezinho, o jeito de falar que veio dos Açores e se espalhou pelas vilas do litoral. Toque numa palavra.

Em breve

Quando o
Boi acordar,
eu aviso.

O digital chega em 2026 e o físico em 2027. Deixa seu e-mail e você fica sabendo antes de todo mundo. Só escrevo sobre o Babilu, sem spam.

Qual formato te interessa?